
Por Thiago Cantarin Moretti Pacheco
Se é verdade que “nem só de pão vive o homem”, também é verdade, aqui no escritório, que nem só de lei nós vivemos! É assim que resolvemos trazer para as redes alguns dos valores que herdamos de Augusto Prolik – entre eles, o apreço pelas artes. Vamos destacar por aqui as obras de artistas paranaenses que admiramos: do clássico ao contemporâneo, falaremos de música, livros, poesia, artes plásticas e outras manifestações de nosso pulsante Estado.
Hoje falaremos do, talvez, mais paranaense dos franceses: o pintor Paul Garfunkel.
Engenheiro de formação, Garfunkel mudou-se para o Brasil em virtude de compromissos profissionais. Com a eclosão da Revolução de 32, a trajetória do então engenheiro sofreu uma abrupta interrupção, e ele se muda para Santos, no litoral paulista, onde passa a se dedicar mais intensamente à pintura. Em 1936, se muda para o município paranaense de Marechal Mallet, para tomar a frente de um empreendimento de beneficiamento de linho que, logo adiante, malograria.
No começo dos anos 50, Garfunkel se muda para Curitiba, onde sua família já residia desde 1942, e passa a se dedicar exclusivamente à pintura. Abre seu ateliê, no centro da cidade, e passa a expor regularmente em todo o Brasil e também na Europa e Estados Unidos. Seu traço era tido em alta conta pela crítica, chegando a ser cognominado “o Debret do século XX”. Aqui, Garfunkel viveu e pintou até sua morte, em 11 de maio de 1981. Algumas de suas mais famosas pinturas retratam Curitiba – como “Largo da Ordem” (1957) e “Passei Público de Curitiba”, do mesmo ano.
Dois destes panoramas da cidade, afortunadamente, adornam nossas paredes – e não é raro que, na rotina atribulada, volta e meia algum de nós pare um pouquinho e os contemple. Nesse caso, não há mal algum em esquecer da lei por alguns minutos.
Adorei esta nova sessão!!!! Vo acompanhar com certeza, é muito bom, termos este outro lado de interesses também.
Muito obrigado, Marli!
Está sendo uma experiência muito gratificante falar sobre a arte paranaense.